Pacientes para psicólogos: onde a pessoa desiste de marcar
Pacientes para psicólogos chegam por um caminho curto, do Google ao WhatsApp. Veja onde a pessoa pode desistir e o que ajustar em cada ponto.
Por Terads · 5 min de leitura

São 23h de uma terça. Alguém que adiou a terapia por meses digita no celular "psicóloga ansiedade online". Aparecem dezenas de nomes. Em poucos minutos essa pessoa vai escolher um, mandar uma mensagem ou fechar o navegador e deixar para outro dia. É nesse caminho curto que se decide a chegada de novos pacientes para psicólogos que divulgam o trabalho na internet.
Quem atende raramente vê esse caminho, porque ele acontece antes do primeiro contato. Mas é nele que se decide boa parte da agenda. Abaixo estão os 4 momentos em que ela pode desistir, e o que você confere em cada um ainda esta semana.
1. A busca: aparecer quando ela procura
A primeira tela é quase sempre o Google: a lista de resultados e, para quem atende presencialmente, o mapa com os perfis de empresas da região. Quem não aparece ali dificilmente é encontrado, por melhor que seja a formação.
O que conferir:
- Pesquise você mesmo(a), no celular e fora da sua conta, as palavras que um paciente usaria: a sua abordagem, a queixa que você mais atende e a sua cidade, ou "online".
- Se você atende em consultório, veja se tem um Perfil da Empresa no Google com o endereço certo, o horário e fotos do espaço.
- O nome que aparece no Google precisa ser o mesmo do Instagram.
2. O perfil: entender em 5 segundos se é para ela
Ao abrir o seu perfil, a pessoa procura respostas simples. Você atende o que eu sinto? Atende adulto ou criança? Presencial ou online? Ela não lê um texto longo para descobrir.
O que conferir:
- A bio diz para quem você atende e como, em uma ou duas linhas. "Psicóloga clínica. Atendo adultos com ansiedade, online e em Fortaleza" responde mais do que uma frase inspiradora.
- A sua identificação aparece completa: nome, "psicóloga" ou "psicólogo" e o número do CRP com a região. O Código de Ética Profissional do Psicólogo pede essa identificação em toda divulgação, e ela também passa segurança a quem ainda não conhece você.
- Os posts fixados ajudam a pessoa a decidir: como funciona a primeira sessão, a sua abordagem explicada em palavras simples, onde fica o consultório.
3. O link: um clique que funciona
Quando decide que quer conversar, a pessoa toca no link da bio ou no botão do Google. É aqui que muita gente se perde sem perceber: um link quebrado ou um formulário longo demais.
O que conferir:
- Toque no seu próprio link, do celular, como se fosse um paciente. Ele leva direto ao WhatsApp ou a uma página que abre rápido?
- Se o link abre uma mensagem pronta no WhatsApp, ela deve ser neutra e curta, como "Olá, gostaria de saber como funciona o atendimento." A pessoa não precisa contar nada sobre o que sente para dar o primeiro passo.
4. A primeira mensagem: a resposta que faz marcar
A pessoa mandou a mensagem às 23h. Se a resposta chega dois dias depois, ela pode ter desistido ou procurado outro profissional. E uma resposta seca ("Valor R$ X, horários seg e qua") deixa dúvidas que ela nem sempre pergunta.
O que conferir:
- Defina quando você responde e deixe isso claro numa mensagem automática de boas-vindas, por exemplo: "Recebi sua mensagem e respondo até amanhã às 12h."
- Tenha uma resposta-base que explique como funciona a primeira sessão, a duração, se é online ou presencial e os próximos passos. O valor é informado nessa conversa, de forma reservada, à pessoa interessada, como orienta o Conselho.
- Termine com uma pergunta simples, sem pressa nem pressão, que ajude a pessoa a dar o próximo passo quando quiser: "Se fizer sentido para você, prefere um horário pela manhã ou à tarde?"
Como medir onde a pessoa desiste
Depois de ajustar as quatro etapas, vale acompanhar o caminho por alguns meses. Três números bastam. Não é preciso nenhuma ferramenta paga: os painéis gratuitos das próprias plataformas e uma planilha simples dão conta. O importante é olhar sempre os mesmos números, todo mês.
- Visitas ao perfil. O Instagram e o Perfil da Empresa no Google mostram quantas pessoas viram você.
- Toques no link ou no botão. Mostram quantas decidiram conversar.
- Primeiras sessões marcadas. Anote à mão, numa planilha simples.
Se muita gente vê o perfil e pouca gente toca no link, o problema está no perfil. Se muitos tocam e poucos chamam, revise o link. Se muitos chamam e poucos marcam, revise a resposta. Cada etapa tem um guia próprio no blog: Google Meu Negócio para psicólogos, Instagram para psicólogos e site para psicólogos.
Pacientes para psicólogos: o que não fazer nesse caminho
Alguns atalhos parecem ajudar, mas criam problema ético para quem atende:
- Não use o preço como chamariz ("primeira sessão grátis", "valor promocional").
- Não peça avaliações a pacientes, não ofereça nada em troca delas e não publique depoimentos de quem você atendeu.
- Não prometa resultado ("acabe com a ansiedade em 8 sessões").
O caminho fica mais curto quando cada etapa responde a dúvida certa, no momento certo, com a sua identificação clara.
Um exercício para esta semana
Peça a uma pessoa de confiança que procure você no Google, abra o seu perfil, toque no link e mande uma mensagem, como se fosse um paciente. Depois pergunte em qual dos 4 momentos ela hesitou. Essa resposta mostra por onde começar.
Na Terads cuidamos desse caminho inteiro para psicólogos e terapeutas, do perfil no Google à primeira resposta no WhatsApp. Se quiser entender como ele está no seu caso, fale conosco.
Perguntas frequentes
Como os pacientes escolhem um psicólogo pela internet?
Em geral, a pessoa pesquisa no Google a queixa, a abordagem ou a cidade, abre alguns perfis, toca no link de contato e manda uma mensagem. Em cada uma dessas etapas ela pode desistir se não encontrar a resposta que procura.
Psicólogo pode informar o valor da sessão no perfil?
O Conselho orienta que o valor não seja usado como forma de propaganda. O mais seguro é informá-lo de forma reservada, na conversa com a pessoa interessada.
O número do CRP precisa aparecer na bio?
O Código de Ética pede a identificação completa em toda divulgação: nome, profissão e número do CRP com a região. Na bio, ela também ajuda quem ainda não conhece você a confiar no perfil.
Posso pedir avaliações no Google aos meus pacientes?
Não é recomendado. Pedir avaliações, oferecer algo em troca ou publicar depoimentos de pacientes cria problema ético para o psicólogo. O perfil deve se apoiar em informação clara sobre o atendimento.
Quer ser encontrado por quem precisa de você?
A Terads cuida do conteúdo, dos anúncios e do WhatsApp do seu consultório, com revisão ética antes de cada publicação.
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